Hoje, dia 25 de Novembro, é considerado o Dia Internacional da Luta Contra a Violência à Mulher, data que serve para a conscientização de cada vez mais mulheres dos seus direitos e dos diversos tipos de violência que precisam ser denunciados e combatidos. Nessa MAG queremos te contar mais sobre o surgimento e escolha da data, o que é considerado violência contra a mulher, como denunciá-la e mais!
Continue lendo e embarque nessa luta com a gente!
A origem do Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher?
A data foi escolhida para homenagear 3 militantes dominicanas que se opuseram à ditadura do seu país, Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, que pelos seus atos foram conhecidas como “Las Mariposas”.
A data marca o triste assassinato das irmãs, executadas à mando de Rafael Leónidas Trujillo, o ditador que ficou no poder por 31 anos, acumulando riquezas enquanto caçava qualquer oposição.
Durante o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho, que aconteceu em Bogotá, Colombia, em 1981, a data foi sugerida pelas protestantes, que entenderam a trajetória de Las Mariposas como um marco para todas que um dia lutaram e lutariam contra um poder autoritário.
Num primeiro momento o plano delas era transformar a data no “Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta Contra a Violência à Mulher”, mas em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que a data ganharia um novo grau de importância, começando aí o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher.
O que é considerado “Violência contra mulher?”
A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica como violência contra a mulher todo ato praticado baseado em gênero que tem como resultado um dano físico, sexual, psicológico ou social na vítima. Isso inclui ameaças, coerção, privação de liberdade, manipulação financeira, tanto na vida pública quanto privada.
Essas violências costumam vir com a visão de uma desigualdade de poder e autoridade entre um homem e uma mulher, e o agressor pode ser alguém do ciclo pessoal ou afetivo da vítima, como o marido, namorado, amigo, familiar, etc.
Como denunciar a “Violência contra mulher?”
A denúncia para as autoridades tem como principal canal o número 180, disponível 24hrs, todos os dias e até em feriados ou em épocas atípicas, como foi o caso na pandemia. Lá é possível entrar em contato com uma equipe qualificada que irá te ajudar a identificar o problema e quais os próximos passos, onde buscar ajuda imediata e como comprovar a violência sofrida.
Caso não se sinta segura de fazer a denúncia por si só, pode sempre contar com outra pessoa de confiança para ir a uma delegacia da mulher, casas-abrigo, escolas e outras instituições que possam prestar apoio e comunicar as autoridades locais.
Outra novidade é um aplicativo chamado “Maria da Penha” (em referência à lei lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, que trata sobre a violência doméstica e feminicídio), que ajuda a efetuar uma denuncia online de forma rápida e prática, podendo inclusive incluir informações sobre o agressor, imagens para a comprovação e pedir medidas protetivas.
O link de acesso é esse abaixo:
https://www3.tjrj.jus.br/mariapenhavirtual/
Como cuidar de outras mulheres?
Além da denúncia nos casos em que a violência fica clara ou é confessada, vale se atentar aos sinais que suas amigas, parentes ou conhecidas podem apresentar. Distanciamento emocional, dificuldade de conversar sobre a vida privada, marcas estranhas e que aparecem com frequência ou até mudanças drásticas de estilo, com peças que escondem mais o corpo, podem ser indícios que algo acontece na vida dessa pessoa. Ouvir e ver, nesse momento, é imprescindível.
A comunicação e informação ganha mais importância nesse momento, pois só quando ela entender que não se trata de “um mal entendido” ou “apenas um caso isolado”, ela poderá se proteger e buscar apoio das autoridades e entes queridos. A forma de falar e a capacidade de empatizar com quem mostra resistência se torna especialmente importante.
A Glambox é uma aliada na luta contra a violência de gênero, e queremos mais uma vez reiterar a importância de buscar ajuda qualificada, como com o 180 e delegacias da mulher, que estão espalhadas por todo Brasil e, em sua maioria, atuam 24 horas por dia.
Não deixe para a próxima vez, se proteja agora.