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Como se sentir mais poderosa?

Abr 11
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Você já deve ter ouvido falar da Bru Fioreti, certo?

 

 

Ela foi redatora chefe da revista Glamour por quase 5 anos, até que decidiu fazer uma grande mudança na carreira: trabalhar com coaching e redes sociais. Criou o Instagram @manualdevoce e começou a publicar vídeos de autocoaching no YouTube. Ela também dá palestras e workshops, tudo ligado a coaching, moda, carreira e comportamento feminino!

A Bru é um exemplo de mulher poderosa e entusiasmada, que sabe o que quer! E foi por isso que a Glambox convidou ela para um talk que aconteceu no evento de lançamento da edição #GlamPower - que veio para celebrar o poder das mulheres - no dia 28 de março, na escola de beleza para influenciadores Beauty4Share.

A conversa foi incrível, claro, e nós da GLAM MAG ainda aproveitamos o intervalo para tirar mais uma casquinha dessa maravilhosa para vocês:

 

O que te motivou a sair da Glamour e começar sua própria empresa de coaching?

Eu amava demais trabalhar na Glamour, era redatora chefe e já tinha sido editora de beleza lá, então eu já tinha construído uma carreira jornalística. Não era tão simples para mim mudar de profissão. Desapegar é muito difícil, mas quando o coaching chegou na minha vida, comecei a gostar cada vez mais. O primeiro curso de coaching que fiz foi para uma matéria da revista na qual pesquisei sobre o hype do coaching, o que era, etc. Então me interessei de verdade pelo assunto e comecei a fazer alguns cursos, atendimentos e treinamentos ainda trabalhando na revista.

Quando fiz um curso específico de coaching de carreira, o coaching começou a tomar uma grande parte da minha vida. A partir do momento em que ficou insustentável tocar os dois trabalhos, resolvi sair da Glamour porque lá eu não enxergava mais tantos desafios profissionais - apesar de amar aquele lugar até a última gota - e no coaching eu via que eu ainda tinha muitas coisas para conquistar.

Então, no início de 2017 eu me demiti da Glamour para poder ter mais tempo de me dedicar ao coaching, e hoje estou bastante focada em coaching business, palestras, talks e cursos. Tenho um curso online, um Curso de Metas, voltado para a formulação do autoconhecimento em termos de psicologia positiva, então estou super nessa área e super-super-super feliz. Recomendo que as pessoas tenham coragem de fazer essas transições muito difíceis.

 

Você saiu da sua zona de conforto, né?

Muito! E ao mesmo tempo em que eu saía da minha zona de conforto, também estava em outra zona de conforto porque sempre gostei de dar palestras, de comunicar, falar, escrever sobre carreira, fazer vídeos sobre esse tema. Carreira, comportamento humano, branding pessoal já eram temas que eu gostava muito, então foi natural de certa maneira. Por mais estranho que possa parecer, para mim as duas profissões (coaching e jornalismo) estão conectadas. As duas profissões são sobre fazer perguntas. Saber perguntar e desafiar, mais até do que saber todas as respostas. 

Além disso, tenho um grande carinho pela Glambox! O primeiro evento que eu fiz, depois de ter saído da Glamour, foi para a Glambox. Foi um evento importantíssimo para mim, na ocasião falei sobre a Síndrome da Impostora, que é um tema bem bacana.

 

A gente já falou sobre isso na nossa MAG e queremos sua opinião sobre o assunto. Ainda é muito difícil para as mulheres sentirem confiança no ambiente de trabalho, principalmente em ambientes ainda muito masculinos?

Falei exatamente sobre isso no talk com a Glambox há um ano atrás! A Síndrome da Impostora é um nome que a gente dá para essa sensação de nunca ser o suficiente, de sempre estar com alguma coisa faltando. “Preciso fazer mais um curso.”, “Não estou pronta.” “Não sou tão boa assim, e as pessoas vão descobrir em breve que sou uma farsa.”. Esse tipo de pensamento bate em todas nós, inclusive em mim, eventualmente.

Por várias questões sociais, como o machismo por exemplo, nós mulheres acabamos tendo nossa autoestima sendo minada no decorrer de nossas vidas. Então existem diversas síndromes dentro da Síndrome da Impostora, como por exemplo, a Síndrome da Boa Aluna - que é quando a gente acha que tem que ser nota 10 em tudo, porque se não for nota 10 a gente não é suficiente. Quem disse meu amor? Então eu convido as pessoas que estiverem lendo essa entrevista agora a se contentarem com a nota 8. Escolha a sua referência de nota 10, entende? Vai com a nota 8 mesmo! Muitas vezes a gente fica esperando a nota 10 e ela não vai vir. E tudo bem.

 

E muitas vezes a gente tem a nota 10 e acha que vai “acabar” com tudo também, né?

Exatamente. “Eu já estou bem, já cheguei lá, consegui o que eu queria e agora vão me descobrir. Claramente eu vou ferrar com tudo e vai dar tudo errado!” Essa é a grande farsa que o nosso Selfie 1 conta para a gente. Selfie 1 é um conceito que usamos dentro do processo de coaching para falar sobre a nossa sensora interior, aquela voz interna que fica falando que a gente não é o suficiente. A gente tem que trabalhar essa voz. Já te digo: ela não vai sumir! Ela não desaparece, e a nossa melhor estratégia é tentar diminuir alguns decibéis dessa voz. Fazer autocoaching ajuda muito.

 

Por isso criei o @manualdevoce lá atrás, justamente como um perfil do Instagram para levar autocoaching todos os dias para as pessoas. E sugiro que elas escrevam suas respostas em um papel, isso faz diferença para que elas consigam de fato se conhecer melhor, entender o que elas podem fazer e tomar atitudes mais concretas. Nós mulheres também podemos nos livrar da Síndrome da Impostora, entender que a gente é foda e que a gente consegue. Eu defendo que a gente foque nas nossas forças, eu sou uma coaching focada em psicologia positiva, foco em forças, não quero que você fique pensando nos seus defeitos, nos seus problemas. Quero que você entenda suas forças.



Os homens não têm tanto essa falta de autoconfiança como as mulheres, né?

Os homens têm esse problema, mas comprovadamente as mulheres relatam sentir mais essa sensação. Por razões sociais, por uma questão de a gente ter sido vista como minoria durante tanto tempo - o que é um absurdo - assim como outras minorias: a mulher negra, a lésbica. Imagina o quanto essas mulheres precisam ser MAIS fortes e mais fodas para lutar contra a Síndrome da Impostora? Eu tenho isso como uma missão de vida, ajudar essas mulheres a enxergarem que isso é apenas uma crença que a gente não precisa abraçar. Essa é uma questão feminina, sim.

 

Existe também uma crença de que a mulher poderosa e bem-sucedida é arrogante?

Sim, e isso faz parte da Síndrome da Impostora: a gente achar que ser poderosa e confiante, é ser arrogante. Você pode ser foda, você pode ser incrível, pode ser dona da “COISA” toda e não ser nem um pouco arrogante. Essa confusão, é na verdade parte do machismo que ainda existe. Ser confiante é estar empossada da grande mulher que você é, sem maltratar ninguém. É ajudar as outras mulheres a se sentirem bem sem sair da sua posição de poderosa. Você não precisa pedir desculpas por ser foda!



Você tem alguma dica para mulheres que sofrem com problemas de autoconfiança?

A minha dica é que as pessoas comecem a fazer autocoaching. Escrever o que elas sentem, o que elas pensam. Alguns minutinhos de anotações sobre o que você está sentindo ou pensando, todos os dias de manhã já é uma estratégia rápida, comprovada e muito poderosa, para que você comece a se entender um pouco melhor. Além disso, outra dica que não posso me furtar a dar é essa: sempre se planejar para o dia posterior.



Se planejar como?

“Quais são as tarefas que eu tenho para fazer?” e “Para onde tudo isso está me levando?” sempre se perguntar. Planejar até o look que você vai usar, porque isso te poupa tempo - agora entrando em outro assunto que adoro que é produtividade. Esse planejamento diário também faz com que você saia um tiquinho do piloto automático. Escreve alí num papel: “Qual é o meu grande objetivo para amanhã?”, “ O que eu vou fazer de bom por mim mesma amanhã?” Saindo do piloto automático,você começa a enxergar mais significado na sua vida, e a realizar mais, de acordo com os seus objetivos e aquilo que é importante para você.



Autoestima depende de autoconhecimento?

A autoestima está totalmente ligada a autoconhecimento. O coaching ajuda muito você a conhecer suas qualidades, suas forças, nada faz mais pela sua autoestima do que você primeiro conhecer aquilo que você tem de bom. Listas sempre funcionam: faça listas de todos os talentos que você tem, tudo o que você tem de bacana. A psicologia positiva defende essa ideia. Tome consciência e releia quais são as suas forças. Você vai se sentir muito melhor com você mesma.



Às vezes é difícil reconhecer nossas qualidades, né? A gente acredita mais quando outras pessoas nos elogiam!

Esse ponto é muito interessante. Uma outra estratégia é anotar todos os elogios que você já recebeu na sua vida. Não é possível que o mundo inteiro esteja mentindo para você, né? Lembre, escreva e releia os próprios elogios. Isso é só para você, não precisa mostrar para ninguém. Reler os elogios que você recebeu em daily days, ou seja, todos os dias vai te ajudar a construir uma autoestima melhor, com uma estratégia simples de coaching bem prática. Eu também indico que as pessoas façam terapia, para de fato se conhecer.

O autoconhecimento é sobre isso, todos os dias se perguntar: “O que eu fiz de bacana hoje?”, “O que eu posso melhorar?”. Olhar para dentro, é sem dúvidas, fundamental para que você goste mais dessa pessoa, dessa mulher que você é. Se você não se conhece, talvez você não se goste, mas se você se conhecer a fundo, vai se gostar, inclusive com os seus defeitos. A autoestima não é só você se gostar nas coisas boas, é olhar sim os seus defeitos mas também colocar um holofote nas suas qualidades. Foca nas suas qualidades! Elas que fazem com que você seja única.


Se você ficou curiosa para saber mais sobre o evento e a conversa com a Bru, confira alguns trechos no vídeo abaixo! 

 

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